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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Catequese e a Natureza

Catequese e a Natureza


“No princípio, Deus criou os céus e a terra”(Gn 1,1).
O homem recebeu de Deus a incumbência de governar, usufruir, guardar e proteger a natureza. A natureza está ao nosso serviço como nós estamos ao seu serviço. A Catequese tem um papel importante nesse processo, como instrumento de conscientização ético e politico de proteção à natureza. E sabemos como as crianças e os jovens são solícitos e sensíveis a esse tipo de evangelização que tem como ideal a proteção da natureza e dos animais.
No final do mês passado realizou-se a RIO 20 e a Cúpula dos Povos onde se discutiu as mudanças climáticas e Justiça Social. Em muitos debates foi reafirmado que a grande responsabilidade pelo aquecimento global e consequentemente pelas mudanças climáticas, recai no modelo de desenvolvimento de nossa sociedade atual, modelo este que possui como um dos seus fundamentos a economia capitalista.
Hoje, fala-se de uma “economia verde” como solução para o problema da natureza, mas isso é apenas uma “nova roupagem”, a fome pelo poder e a devastação criminosa continua de forma inescrupulosa e animal. A economia verde não passa, na realidade, de uma estratégia do capitalismo para continuar sua acumulação e expansão a partir da tentativa de tratar a natureza como uma espécie de “capital natural”, colocando preço em todos os serviços que plantas, animais e o ecossistema como um todo oferecem à humanidade de forma gratuita. É a “precificação” da natureza, e isso já acontece principalmente com a água, que sendo dom da natureza, é nos cobrada.
 A Catequese tem que fazer seu papel profético na comunidade. Mas como? Promovendo debates com órgãos de proteção ambiental, vigiando as empresas da comunidade, promovendo passeatas a favor da natureza e dos animais, plantio de árvores, visitação de conscientização, promover e ensinar a comunidade a fazer a seleção do lixo, promover mutirão de limpeza em rios, ruas e praças...
Muitos podem pensar ser pouco, mas é no pouco de cada um que as grandes coisas acontecem. E nós como cristãos, como Igreja, Catequese temos que dar nosso testemunho. Deus perdoa sempre. O homem perdoa de vez enquanto. Mas, a natureza não perdoa nunca.
Que Deus nosso Pai que nos criou-nos de força para proteger com justiça a nossa natureza, e que a Rainha do céu e da terra proteja com seu manto azul o nosso planeta azul.
Encontramo-nos na oração e na Eucaristia.
Sem. Alex Sandro Serafim.

Vocação


Vocação: vida e amor que nascem do coração de Deus
Agosto é o mês das vocações. Muitas vezes me pedem para falar de vocação, e já me vem à mente escrever o que significa a palavra vocação, versículos bíblicos para fundamentá-la, frases e pensamentos de pessoas que refletem a vocação. Hoje, quero fazer algo diferente, que minhas palavras saiam da oração e do coração de Deus.

Percebo, hoje entre as pessoas que há muitas negações vocacionais. Pessoas negando a vida e o amor verdadeiro. O sentido de nossa existência só será reconhecido com a luz que a vocação acende em nossa vida. Vocação é ser, é vida, é convencer-se dos porquês de nossa realidade terrena. E quando não percebemos a nossa vocação: matamos a nós mesmos, o outro, a Deus e a criação.

Muitas pessoas, principalmente os jovens, se perdem em seu caminho, não tem vida.  Uns por causa da sua autossuficiência e outros pelas escuras da vida. Estes nunca se permitiram a pergunta: Você pretende ser o que na vida? Só quiseram dar respostas. A muitos faltou uma palavra profética, tal como: Você nunca pensou em ser padre? Irmão ou irmã religiosa?

A vocação, primeiro acontece na alma, em forma de exigência existencial; depois, nos impulsiona para frente com um ardor do ideal, e isso nos faz caminhar na direção da plenitude completa, da alegria, da esperança e do sentido.

Quando respondemos a vocação que nasce do coração de Deus nos saciamos de toda secura espiritual, da monotonia dos dias iguais, o trabalho não é mais uma carga, as contrariedades e as dores são forças, valorizamos nossos dons, enfim, a vida ganha sabor e vontade de crescimento.

Hoje, na oração, Deus não quis falar expressamente das vocações sacerdotais e religiosas, Deus quis falar da vocação primeira, que é da vida do homem. Da qual sem ela não existirá nenhuma outra vocação. O desígnio de Deus para nós é alimento, identidade e força vital de nossa existência. E sem esse alimento, o homem não sai da realidade opaca do dia-a-dia. Não há motivação. E um homem assim, não muda. E chegará num estágio que terminará por asfixiar-se dentro si mesmo a semente que Deus plantou. Só seremos felizes e realizados se acreditarmos no amor, na vida e na nossa vocação.
Seminarista Alex Sandro Serafim

Nossa Senhora, nossa Mãe!

MARIA, MÃE DOS OLHARES[1]
Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua Mãe: “Mulher, eis teu filho!” Depois disse ao discípulo: “Eis tua mãe!” E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa. (Jo 19, 26-27).
A devoção à Maria em seus diversos títulos é a maior expressão de amor que encontramos em nossa Igreja. Em toda história a sua humilde presença confirma o que  diz a Sagrada Escritura, do qual “todas as gerações proclamarão bem aventurada” (Cf. Lc. 1,48). A maior alegria de um cristão católico é poder confiar na intercessão da Mãe.
Sabemos que uma forma de agradecer, e ao mesmo tempo recorrer à Mãe Maria, é rezando o terço. É justamente nesta hora do terço que nossa homenagem se estende a toda humanidade. Maria é Mãe de todos os povos. Toda humanidade é incluída na oração do terço, e em seus mistérios, contemplamos a maior história de amor, em que, o Pai oferece o seu Filho para que toda humanidade pudesse chegar a Ele. O Pai desejou que cada um de nós pudesse ter acesso a Ele, mas o pecado se tornou uma barreira, sozinhos não conseguimos passar.  Mas Jesus, o Filho de Deus, foi quem derrubou esta barreira, “o véu do templo se rasgou” (Cf. Mt. 27, 51), agora todos nós podemos achegar-se diante do trono onde está sentado à direita do Pai, o nosso Rei, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus que Ressuscitou.
Diante dessa história de amor, a participação de Maria foi indispensável para toda a humanidade. A atitude de Maria foi somente olhar para esta história, guardar em seu coração, e confiar no projeto de Deus para a salvação de sua geração e as gerações posteriores. Podemos encontrar os “olhares de Maria” no seu “Sim” – O “olhar do SIM” é um olhar aflito, mas repleto de aceitação (Cf. Lc 1, 28-29); o “olhar do SERVIR” que a leva a casa de Zacarias nas montanhas para cuidar de sua prima Isabel (Cf. Lc 1, 39-41); o “olhar de CARINHO”, carinho de Mãe que no auge da sua maternidade recebe a visita dos reis magos e transmite esse olha para cada um mostrando que tudo o que passou até então ela tinha guardado no coração (Cf. Lc. 2, 16-19); o “olhar de INTERCESSORA” revelado em Caná da Galiléia, numa festa de casamento, onde Maria lança seu olhar e o Filho atende o pedido da Mãe transformando a água em vinho (Cf. Jo. 2, 1-5); o “olhar de MÃE DO MUNDO” que aos pés da Cruz, vendo o seu Filho partir, em meio a tanta solidão por não ter ninguém por ela, o seu olhar é lançado ao Filho que entrega a humanidade toda em sua mão e, enfim o mundo a recebe como Mãe (Cf. Jo. !9, 25-27).
São tantos olhares que nos mostram que Maria, também vela por nós, assim como o Filho vela concedendo-nos a sua graça e benção. Que Maria, Mãe de todos os povos nos livre de todos os males, e nos cubra com seu manto sagrado e interceda por nós nesta vida peregrina aqui na terra apontando seu Filho que nos conduz a eternidade. Amém!


[1] Artigo produzido por Gilson Pereira.

domingo, 10 de junho de 2012

Santos do mês de Junho

SANTO ANTÔNIO


        CELEBRADO NO DIA 13 DE JUNHO

 Santo Antônio teve uma vida totalmente voltada para Jesus. Entrou para o seminário ainda criança, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis.Ele ajudava nos serviços mais humildes e era um homem muito culto na doutrina da Igreja. Atendia as pessoas em confissão durante horas.Santo Antônio ainda em vida, intermediou muitos milagres e continua intercedendo por nós até hoje.Ele é o padroeiro do matrimônio e é um Santo muito popular e querido pelos católicos.

SÃO JOÃO BATISTA


     
CELEBRADO NO DIA 24 DE JUNHO

Percebemos, no Evangelho, a importância que João Batista teve na vida de Jesus, sendo seu primo e precursor. Ele foi enviado por Deus para preparar a chegada do Messias, Jesus Cristo. Era filho de Zacarias e de Isabel, prima de Maria.
Um dos mais lindos textos do Evangelho relata o encontro de Maria e Isabel grávida de João. Isabel, assim que ouviu a saudação de Maria, sentiu a criança se agitar no seu ventre e cheia do Espírito Santo bendisse Maria como mãe de Jesus. Maria respondeu com um cântico cheio de profecia: o “MAGNIFICAT” (Lc 1,39-56).
No início de sua vida pública, Jesus se aproximou de João Batista e João o aponta como o Messias, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Sua pregação atraia multidões, apesar de ser muito enérgico quando anunciava a mensagem de Deus e denunciava as injustiças praticadas pelos fariseus e saduceus.

SÃO PEDRO e SÃO PAULO


     
CELEBRADOS NO DIA 29 DE JUNHO

A Festa de São Pedro, celebrada juntamente com a Festa de São Paulo, no dia 29 de Junho, é uma das mais antigas e importantes comemorações do Ano Litúrgico. Estes dois Santos testemunharam a sua fidelidade a Jesus Cristo com o martírio. Eles introduziram o Cristianismo em Roma e são considerados os pilares que sustentam a Igreja.
São Pedro, um homem simples, pescador na Galiléia, foi chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, que depois o escolheu para ser o primeiro Papa da Igreja.
São Paulo foi escolhido para ser apóstolo de Jesus Cristo e levar o Seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o "Apóstolo dos gentios".
São Pedro e São Paulo, juntos fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.


Ano Litúrgico

Reflexão do 10º Domingo do Tempo Comum

Iniciamos a segunda parte do tempo comum, este tempo é dedicado aos feitos de Jesus e seus ensinamentos, também neste período a Igreja dedica aos santos em suas festas e datas comemorativas é o tempo de penetrarmos nos ensinamentos de Jesus e vivermos a realidade do evangelho em suas pregações.

Vemos na primeira leitura o pecado que entra na humanidade e desfigura os homens de sua semelhança com o Criador. O homem perde a pureza, perde a relação de amizade com seu Senhor e tudo por causa da soberba que foi instigada por Satanás. 

É bom vermos que Deus criou o ser humano perfeito e que o pecado entrou na humanidade por uma permissão do homem que quis ser igual a Deus, mas vemos nessa leitura o que a Igreja chama de “proto evangelho”, quando Deus diz: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela”. Neste texto Deus promete que na descendência da mulher virá alguém que destruirá o mal – Jesus – Esse mal que tanto destruiu e causou, como ainda causa, um grande desastre aos seus filhos. Mas seus dias estão contado, a partir do pecado de nossos primeiros pais, os dias do inimigo está contado e Deus vai destruí-lo passo a passo, afinal Satanás é o inimigo de Deus.

Assim na segunda leitura somos orientados que nada se compara com aquilo que não vemos, mas já experimentamos neste mundo e que de forma plena se realizará na eternidade. Colocar sua vida a mercê do Senhor é seguir seu caminho o que muitas vezes resulta em perseguições, incompreensões, calúnias e tantas outras formas de dificuldade, mas o que olhamos e vemos não está aqui neste mundo e neste plano de vida, mas na eternidade, “Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável”. É o que olhamos e esperamos e é o Espírito Santo que nos revela tudo o que podemos ter na eternidade e quanto mais nos aproximarmos de Deus e caminharmos na vida no Espírito mais teremos em nós a claridade do que nos espera na eternidade feliz. Santa Rosa de Lima dizia que se soubéssemos o que nos espera nos céu desejaríamos todo sofrimento na terra. Somente os santos podem ver e perceber a realidade do Céu e sabemos que o Reino de Deus começa aqui, então vamos nos esforçar para viver um pouco da eternidade no dia a dia de nossa vida afinal a eternidade é este instante de nossa vida. Viver o eterno é viver intensamente o momento presente com toda intensidade em Deus no poder de seu Espírito.

Jesus se coloca como alguém que tem pressa, não pode parar tem que anunciar o evangelho essa disposição de Jesus leva seus parentes pensar que Ele estava louco (fora de si). Tentam ver Ele como obra do Demônio, querem de toda forma não dar o crédito do que Ele estava realizando buscando escapar de um confronto com a verdade e ter que mudar de vida. Por isso que Jesus vai dizer que todo aquele que pecar contra o Espírito santo não será perdoado, isto é, todo aquele que, de forma consciente, fechar seu coração ao amor e fizer uma opção radical pelo mal estará condenado.  Veja bem Jesus nos convida a uma mudança de vida e buscarmos as coisas do alto muito mais que as da terra e se buscamos as coisas deste mundo é para nos levar a atingir as coisas do alto, portanto nada nos importa senão a Glória em Deus. Vamos mudar vamos nos dar a conhecer a Deus de forma que Ele possa realizar em nós uma vida nova, nem que tenhamos que parecer diante da sociedade como um louco, como alguém diferente, mas que sejamos do Senhor e tenhamos a presa d’Ele de evangelizar, de falar de Seu amor de podermos levar outros irmãos ao encontro pessoal com Deus. Não paremos, não descansemos, vamos ser arauto do evangelho, outros tantos precisam de Deus, temos que falar d’Ele. Não pare. Viva uma vida em Deus. Experimente este amor benevolente “E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus. Por isso, não desanimamos. Mesmo se o nosso homem exterior se vai arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai-se renovando, dia a dia”. 

Renove-se hoje, agora, não perca tempo. Nada, Nada vale mais que uma eternidade feliz.

Seja Feliz. Seja de Deus.
Antonio ComDeus

quarta-feira, 6 de junho de 2012

VOCÊ SABE COMUNGAR?


Juntos na alegria de caminharmos para Deus

Você sabe comungar?

comunhao
Lá vem de novo aquela perguntinha retórica… Claro que sim – você me responde – mas qual é o problema dessa vez?
Calma. Talvez você esteja certo. Realmente quero acreditar que a maioria das pessoas sabem receber a Eucaristia. Na verdade, é a coisa mais fácil do mundo: coloque a mão direita debaixo da esquerda e, diante do sacerdote ou ministro extraordinário, olhe quando ele apresentar “o Corpo de Cristo” e responda amém.
Simples, não?
Bom, existe também outra forma, mais tradicional (embora não seja a mais antiga em se tratando da história da Igreja como um todo), que é receber a hóstia diretamente na boca. Nesse caso, como é obvio, você não coloca a mão para receber, mas simplesmente… abre a boca! Sem esquecer de dizer amém antes!
Fácil. Totalmente compreensível até para as crianças do catecismo que, aliás, na minha opinião, são as que menos erram. Porém, meus queridos leitores, além desses dois únicos modelos de receber a Eucaristia, o povo criou outros inumeráveis. Obviamente TODOS errados!
Quando eu era adolescente, conheci um padre que dizia já ter contado 16 modos diferentes, além dos dois acima citados, de receber a comunhão. Eu não fiz as contas, pois são tantos os que já contei que não caberiam aqui (ficaria um texto muito enfadonho…), mas, com certeza, ultrapassam em muito a conta do velho sacerdote.
Vamos nos divertir um pouco? Quais são essas maneiras erradas de comungar?
  1. Não dizer amém após o padre ou o ministro extraordinário apresentar a hóstia e dizer “o Corpo de Cristo”.
  2. Dizer amém antes disso.
  3. Dizer amém duas ou mais vezes (acredite, isso acontece mesmo…).
  4. Repetir o que o padre diz e falar junto com ele “o Corpo de Cristo, amém”.
  5. Beijar a hóstia antes de comungar.
  6. Sair da frente do sacerdote (ou ministro) com a Eucaristia ainda na mão.
  7. Sair de ré derrubando os outros que vêm atas.
  8. Dizer outras coisas além de amém. Por exemplo: “graças a Deus”, “glória a vós Jesus”, “te amo Senhor”… etc. Tem erros também da parte do padre. Um dia quando eu era leigo, o padre me deu a hóstia e, em vez de dizer “o Corpo de Cristo” ele disse: “depois eu quero falar com você…”
  9. Pegar a hóstia com dois dedos, como que “pinçando”. Essa é clássica. Muita gente faz isso e às vezes porque foram orientadas erroneamente a fazer assim.
  10. Vir com as mãos como se fosse para receber e abrir a boca. Afinal, o que você quer mesmo?
  11. Colocar as mãos baixo demais, na altura da barriga. Às vezes as crianças fazem isso, mas também os adultos, como se eu fosse entregar para o umbigo.
  12. Vir conversando na fila, saudando as pessoas, olhando para os lados, rindo, sem prestar atenção ao momento sagrado que está acontecendo.
  13. Abrir só uma brechinha da boca para o padre acertar como se fosse uma ficha em máquina de refrigerante ou cartão telefônico. Algumas vezes enfiei a hóstia entre as gengivas e os dentes da criatura que teve preguiça de abrir a boca…
  14. Lamber os dedos do padre… eca!
  15. Ficar longe demais fazendo com que o padre tenha que esticar o braço ou dar um passo à frente para dar a Eucaristia.
  16. Furar a fila. Essa é boa, até fila de comunhão o povo quer furar…!!!
  17. Vir com as mãos sujas. Já coloquei Jesus em cima de muitos números de telefone.
  18. Vir com terços, papel de cânticos ou outros objetos ocupando as mãos.
  19. Colocar a mão direita em cima da esquerda. Esse é um gesto discreto e disfarçado de comungar com os dedos. Parece que se tem preguiça de tirar a mão de baixo para pegar a hóstia depois. O brasileiro tem “jeitinho” pra tudo.
  20. Abraçar os dedos da mão esquerda com a mão direita por baixo. Estranho? Vá dizer pra quem inventou…
  21. Fazer uma reverência na hora que o padre apresenta o Corpo de Cristo. Nada contra os atos de devoção, o problema é que se você apresentar a hóstia e a pessoa em vez de responder, mostra os cabelos é, no mínimo, muito esquisito. Se você quiser fazer uma reverência, deve-se fazer antes de chegar a sua vez.
  22. Colocar as mãos de modo correto, mas não deixar que se coloque a hóstia na mão querendo pegá-la antes. Essa também é clássica.
  23. Dizer amém com a hóstia na boca. Sua mãe nunca lhe ensinou que é falta de educação falar com a boca cheia?
  24. Não prestar atenção se ficou algum fragmento da Santíssima Eucaristia na sua mão. Essa é grave!
  25. Se benzer depois de receber a hóstia.
  26. Se benzer com a hóstia na mão, o que é pior ainda!
  27. Falar com o padre ou com o ministro alguma coisa que não seja amém. Essa é o contrário daquela que aconteceu comigo.
  28. Sair cortando a fila pelo lado errado. Essa é irritante. A pessoa recebe a Eucaristia do lado direito (quando são duas filas) e quer voltar pelo lado oposto, passando pela frente do sacerdote, atrapalhando a fila do lado, é uma confusão. Se fosse ao trânsito era batida na certa!
  29. Colocar a hóstia na boca com a mão e não com os dedos. Por mais horrível que pareça, isso não é raro. Muita gente faz dessa forma, em vez de pegar a eucaristia com os dedos da mão direita (que está embaixo da esquerda) leva a hóstia à boca na palma da mão, como quem engole um comprimido, sei lá… nem sei comparar.
Tem alguma outra? Com certeza, infelizmente, sim. Mas por enquanto são essas as formas erradas que eu lembro. Como eu falei, os erros não estão somente da parte de quem recebe, mas às vezes também da parte de quem distribui a Sagrada Comunhão. Quem entrega a Eucaristia, deve apenas mostrar a partícula (como se chama a hóstia pequena dada aos fiéis) e dizer em voz alta “o Corpo de Cristo”. Em seguida, depois do amém, coloca-se a hóstia na mão ou na boca do fiel, conforme o caso. Nada mais.
Já soube de um ministro extraordinário da comunhão que colocava várias hóstias na mão e ficava distribuindo como se fossem fichas. Horrores à parte, o que vale é sempre termos atenção para fazermos tudo com dignidade e respeito que é devido à Santa Eucaristia.
Uma observação importante: de modo algum alguém é proibido pela Santa Sé de comungar de joelhos ou usar o tradicional véu sobre a cabeça, no caso das mulheres. Não é mais a forma ordinária, normal de comungar, mas nem por isso é proibido como querem dizer alguns.
Quando a reforma litúrgica, a partir do Concílio Vaticano II optou por se receber a comunhão na mão e de pé, não estava introduzindo uma “novidade modernista” de sabor “protestantizado”, mas sim retomando a tradição mais antiga da Igreja, desde os primeiros séculos, em que se comungava assim. Estar em pé, na liturgia, significa desde os primórdios estar ressuscitado com Cristo. De fato, o vocábulo bíblico levantar é o mesmo usado para ressuscitar. Na tradição litúrgica antiga, por exemplo, era proibido ajoelhar-se no tempo pascal, para reforçar esse simbolismo de que, pelo batismo, nós ressuscitamos com Jesus para uma vida nova.
Portanto, comungar na mão, com o devido respeito que a liturgia exite, não diminui a Eucaristia, mas pode nos dar o sentido de que somos mais que servos, somos amigos e filhos de Deus.
Comungar de joelhos, por sua vez, evidencia a reverência e a adoração que são devidas a Deus. É uma tradição também muito antiga (embora não tanto quanto comungar de pé) e talvez a maioria dos santos que conhecemos tenha comungado sempre assim na sua vida. Em suma, as duas formas estão certas e uma não exclui a outra. Só uma observaçãozinha a mais: se você for comungar de joelhos, seja prático. Aí vão alguns erros dessa forma de comungar:
  1. Fazer genuflexão com um joelho só. Não invente! Se vai comungar de joelhos, faça certo: ajoelhe-se com os dois joelhos. Diga amém em voz alta e receba a hóstia na boca.
  2. Ajoelhar-se sem ter forças para levantar. Já teve gente que se agarrou na minha túnica para não cair! Se você não consegue mais se ajoelhar e levantar sozinha, assuma a idade e o peso! Comungue de pé.
  3. Receber a comunhão de joelhos e na mão. Isso é errado. Ou um rito ou outro, a comunhão na mão se recebe de pé.

sábado, 26 de maio de 2012

Pentecostes



Festa de Pentecostes

Celebramos o nascimento de nossa Igreja. Está querida pelo Pai desde toda eternidade. Está instituída pelo Filho como a “Minha Igreja”. Está nascida no poder do Espírito Santo com sinais e prodígios para manifestar a misericórdia de Deus aos homens. Esta é a NOSSA IGREJA, somos os mais agraciados deste mundo, pois pela misericórdia do Pai, fomos chamados a estar n’Ela e ser com Ela a manifestação do amor neste mundo tão perturbado pelo pecado.


Fomos revestidos da graça para que a glória de Deus transpasse em nós para atingir o mundo e não é por mérito nosso, mas por pura vontade do Pai. E neste sentido Ele escolhe os mais indignos para que Sua Glória possa ser plena.


Celebrar Pentecostes é proclamar a “Vida no Espírito” que daqui pra frente seremos conduzidos por Deus. Não estamos divagando pelo mundo “sem lenço e sem documento”, temos um porto a chegar – a Vida Eterna – Temos um barco pra navegar – A Igreja – Temos um motor a nos impulsionar – o Vento do Espírito Santo – Temos um capitão a nos dirigir – o Senhor Jesus – Podemos ficar tranquilos, o caminho por mais turbulento que seja a chegada é segura. Assim vemos os prodígios relatados em Atos com a chegada do Espírito Santo, tudo mudou, os Apóstolos ganharam vida e força de luta, os milagres começam a se manifestar, as pessoas passam a entender o anúncio do Evangelho, o Reino começa a surgir no coração das pessoas e a Igreja a ser erguida. Este edifício que o Espírito esta construindo há dois mil anos. Que edifício lindo cheio de histórias lindas e turbulentas em meio a Santos e Pecadores, Mártires e Apóstatas, Fiéis e Dúbios, o edifício vai se erguendo e nada pode romper com esta construção, pois o fundador disse: “as portas do inferno não prevalecerão contra Ela” (Mt 16, 18).




 A estrada traçada pelo Espírito é cheia de flores, é um jardim em que cada um de nós é as flores que enfeitam esta grande estrada da vida de nossa Igreja e como uma oferta o Espírito prepara a humanidade para que Cristo resplandeça e seja coroado pelo Seu povo. Assim irmãos, temos que nos render ao Espírito para que Ele realize em nós as abundâncias de Deus e sejamos portadores de prodígios – milagres, curas, perdão, amor, misericórdia, alegria, felicidade, comunhão – e o Reino possa acontecer no aqui e agora de nossas vidas, afinal no início da vida pública de Jesus ele disse: "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo” (Mc 1, 15). Este Reino começa aqui com a manifestação do Espírito Santo.







Vamos refletir sobre o Evangelho de hoje
Jo 20,19-23




 João nos fala que na noite de páscoa Jesus se colocou no meio deles e: “... Soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos’”Aqui está o fundamento de nossa Igreja de manifestar a misericórdia, ser portadora do amor que perdoa ser anunciadora e realizadora do perdão. Jesus deu uma ordem a Igreja a quem perdoar será perdoado, cabe a Igreja perdoar e o Espírito suscitou isso de forma tão plena que somente a Igreja Católica tem a ousadia e o poder de dizer a um fiel: Seus pecados estão perdoados. Que poder! Que espetáculo! No momento em que o sacerdote diz estas palavras o Senhor diz “AMÉM” (assim seja).
Amar a Igreja é amar a Cristo, amar a Cristo é amar a Igreja. Pois tudo o que Ele fez é manifestado na “Sua Igreja”. Que bom ser Católico, que dignidade o Senhor nos deu de sermos agraciados com tão grande bênçãos. O Espírito Santo assiste plenamente esta Igreja e nada lhe falta.
Obrigado Senhor! Envia o Teu Espírito e renova a face da terra.
Antonio
ComDeus

Vídeo "Vida"


Este vídeo pode ser aproveitado para refletir sobre a Vida e o Criador com nossos catequizandos.







quarta-feira, 2 de maio de 2012

Encontro da Comunidade de Mina União dia 29 de abril


Palavras do nosso bispo Dom Jacinto






No último domingo (29/04), as lideranças missionárias da Mina União estiveram em Retiro. Esse retiro acontecerá em todas as comunidades. Como era de se esperar, a Catequese estava lá! Fiz algumas anotações, em minha opinião, relevantes para nós cristãos católicos comprometidos com a Trindade Santa.








Nosso Bispo Dom Jacinto, logo no início do Retiro, por volta das 8:30 já estava lá. Fortaleceu-nos com palavras de incentivo. Disse ele, que nós precisamos ser Sal e Luz no mundo.Diante das dificuldades que encontramos e encontraremos precisamos lembrar do Evangelho onde Jesus ressuscitado apareceu andando sobre as águas e as pessoas  acharam que era  um fantasma. O  que Jesus disse à eles, diz agora a nós também, quando estamos na dificuldade, na tribulação: "CALMA, SOU EU!" Muitas vezes nem escutamos a sua voz, deixamos que o medo tome conta e corremos. Saimos correndo  dos trabalhos pastorais abandonando , pulando para fora do barco que é a mãe Igreja. E ainda assim buscamos a paz mas neste modo de procurar não encontraremos. Só ao ouvir a voz "CALMA, SOU EU!" e reconhecê-la é que encontramos a tão desejada Paz. Só Cristo pode acalmar a nossa alma, é em Cristo que a encontramos, Cristo é o lugar certo para encontrar Paz verdadeira.





Dom Jacinto falou  categóricamente, que, futuramente muitas coisas ruins (fantasmas ) surgirão, citou o exemplo dos novos Herodes (senado Federal) que já  mandaram matar  crianças (aprovaram uma lei) ainda nos ventres de suas mães por serem diagnosticadas "sem cérebro" , ou seja, elas têm uma disfunção na formação do cérebro e são consideradas pela medicina como crianças mortas.  Precisamos ser fortes para não sucumbir e continuar a missão  a qual aceitamos e  fomos designados por Deus: defender a vida, sem ter medo, precisamos falar e agir como Jesus com coragem. Cristo nos proverá na  FORÇA, PROTEÇÃO  e SABEDORIA.




quinta-feira, 26 de abril de 2012

Reflexão dos Mandamentos

Reflexão dos Mandamentos à luz do preceito de “não roubar”- Parte I
“Não furtareis”(Lv 19,11).



Cabe, a nós Catequistas levarmos os nossos catecúmenos a uma reflexão ética, moral e justa. Baseado em um artigo do livro “os dez(s) mandamentos”. Trago a vocês um instrumento de análise e reflexão, que irá vos ajudar a iluminar a vida das crianças e jovens. Nesse artigo, o Decálogo é analisado na ótica preceitual do sétimo mandamento, ou seja, ‘não roubar’. Há em cada um dos dez mandamentos a indicação de um “roubo”, que precisa ser evitado e combatido pelo agir ético, honesto e respeitoso do homem em sua relação com Deus e com o seu próximo.



ü  1º mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. O que é de Deus é de Deus. Por isso, se proíbe roubar o amor que é devido a Deus e vertê-lo a outros fins e destinatários.
ü  2º mandamento: “Não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus em vão”. Aqui, denuncia-se a possibilidade de se “roubar o nome santo de Deus” para manipula-lo segundo interesses próprios e com fins escusos.
ü  3º mandamento: “Guardar domingos e festas de guarda”. Mostra-se que o “lugar” destinado a Deus em nossa vida deve ser sempre preservado e valorizado, pois “rouba-lo” é negar a Deus o devido reconhecimento e a celebração de sua dignidade, de seu senhorio e de sua soberania em nossa vida e no mundo por Ele criado.
ü  4º mandamento: “Honra teu pai e tua mãe”. Esse mandamento chama a atenção para o relacionamento respeitoso e amoroso que deve haver entre pais e filhos. Violar este preceito é roubar a honra dos pais, recusando-lhes o reconhecimento da autoridade que lhes é legitima, a gratidão e o amor que lhes são devidos.
ü  5º mandamento: “Não Matarás”. A vida, bem supremo, não pode ser colocada na mão do homem, para ele assim ter o poder de decretar e efetuar o seu fim, e o fim de qualquer pessoa. Roubar o dom da vida é apropriar-se dela (como se não pertencesse a Deus), com o vil propósito de aniquilar o outro.
O conselho de um Pai nunca é para o mal de seu filho. O Senhor quer cuidar de nós, quer nos proteger, nos indicar um caminho. Nós Catequistas, e que muitos casos, somos pais e mães, sabemos o quanto queremos o bem dos nossos filhos. Por isso, façamos a experiência de levar esta reflexão as nossas crianças, não como algo negativo, mas como um itinerário que diz: Sim a vida! Na próxima oportunidade, estaremos expondo a segunda parte do artigo, concretizando esse meio articulação reflexiva.
Encontramo-nos na oração e na Eucaristia!
Seminarista Alex Sandro Serafim




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Como Falar da Morte na Catequese


CREIO NA VIDA ETERNA

Num diálogo com catequistas as perguntas se direcionaram para questões como “vida eterna, morte, céu, inferno”.
Um catequista perguntou: “Eu sei que a morte é uma realidade, creio na vida eterna, acredito no céu, mas tenho muita dificuldade de falar sobre estes assuntos na catequese. Gostaria de receber algumas orientações”.
Estimados catequistas, há uma tendência de evitar estas realidades nas conversas, estudos e na catequese.
Cresce uma mentalidade de viver o momento presente, aproveitar bem este tempo de vida e não pensar muito no dia de amanhã. É claro que, também, não se pode viver em tensão e medo diante da certeza da morte e da vida futura.

MAIOR CERTEZA: RESSURREIÇÃO
O fundamento de nossa fé baseia-se na certeza de que nossa vida não termina com a morte. Cremos na ressurreição e na vida eterna. Aliás, isto nós professamos ao rezar o “Creio em Deus Pai”.
A morte deve ser entendida em três dimensões:
a) A morte é o fim da vida terrestre. Nossa vida é medida pelo tempo, ao longo do qual passamos por mudanças, envelhecemos e, como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte aparece como fim normal da vida.
b) A morte é conseqüência do pecado. O pecado entrou no mundo e desorganizou os desígnios de Deus. Como conseqüência do pecado, do mal e do coração carregado de maldade, a morte entrou no mundo.
c) A morte é transformada por Jesus Cristo. Jesus Cristo passou pela morte, apesar de não ter pecado. Mas não ficou na morte. Três dias após o seu sepultamento ele ressuscitou. É na ressurreição de Jesus que a nossa vida adquire um novo sentido. “Se Cristo não ressuscitou inútil é a nossa fé”, afirma São Paulo (1Cor 15, 14). “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ele ressuscitou” (Lc 24, 5).
MISSÃO DA CATEQUESE
A catequese tem uma missão fundamental para orientar os catequizandos e a comunidade cristã sobre o verdadeiro sentido da vida, da ressurreição e da eternidade. Quem perde o horizonte da ressurreição debate-se no cotidiano da vida em busca de razões e angustia-se ao pensar que um dia deverá enfrentar a morte... e deixar tudo.
Viver sem esperança e certeza de vida eterna faz os sonhos serem pequenos, a vida limitada, os trabalhos sem finalidade, o sofrimento sem sentido e a luta de cada dia sem perspectiva.
Refletir sobre a morte, crer na ressurreição e na vida eterna é professar a fé na certeza de que a vida vem de Deus e volta para Deus. Em Jesus cremos que a morte não é o fim, mas a passagem para a vida nova em Cristo.
A Bíblia nos diz: “Esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6, 40).
“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11, 26).
“Não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais com os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem” (1Tes 4, 13).
A catequese precisa ser anunciadora da esperança. A vida tem sentido porque cremos na ressurreição e na vida eterna. A fé é seta que aponta para o infinito. Não nascemos para o finito, o transitório e o perecível. Nascemos para a eternidade, para o “novo céu e a nova terra, onde não há mais choro nem lágrimas” (Ap 21, 4).
Sem esperança a vida não tem rumo, nem sentido e nem respostas. A fé na ressurreição e a certeza da vida eterna é fundamento da nossa esperança e a razão para construirmos o Reino de Deus.
Dom Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis – MT

Com adultos, catequese adulta!


Com Adultos, Catequse Adulta
É necessário olharmos de frente a questão da educação da fé dos adultos.
Precisamos, enquanto catequistas,  abrir novos horizontes diante de toda pessoa adulta, entendida como ser em constante crescimento, capaz de interagir e contribuir como sujeito, seja dentro de um tempo ou espaço.
Mas, para a catequese, é preciso saber trabalhar com o adulto. Antes de tudo, conhecê-lo como pessoa, criar relações que permitam um crescimento mútuo, perceber seu mundo...
Por isso, todos os agentes que trabalham com adultos necessitam levar em conta:
  • O aprender aprendendo. A vida é uma experiência de aprendizagem. Neste sentido, ninguém é mestre. Somos eternos aprendizes.
  • Tratar o adulto como adulto.
  • Partir das suas inquietações, perguntas, sonhos, conquistas...
  • Valorizar a experiência e a convivência grupal.
  • Trabalhar as motivações.
  • Reconhecer que cada adulto possui uma sabedoria de vida, que foi acumulando com o passar dos anos. Esta sabedoria serve como conteúdo.
  • Valorizar os momentos celebrativos, isto é, festas litúrgicas e comemorativas, eventos, acontecimentos...
  • Favorecer a dimensão do lúdico, isto é, visitar, brincar, passear, “jogar conversa fora”, sentar junto...
  • Aproveitar as múltiplas linguagens: simbólica, musical, de imagem, da internet...
  • Parar, retomar e caminhar. O adulto reconstrói sua vida a partir das crises, lutas... Muitas vezes precisa construir a partir da “desconstrução” dos caminhos feitos.
  • Colocar-se a caminho como eternos aprendizes.
  • Propor um processo de iniciação na dimensão catecumenal.
  • Avançar para a organização de um itinerário aberto.
    Estas são algumas sugestões.
    E você, que trabalha com adultos, o que propõe?

E depois de ser Crismado?


Comunidade Espaço e Meta do(a) Crismado(a)
Para quê um cristão, uma cristã é crismado/a? Será que é apenas para fazer uma festa? Para mostrar uma roupa?
Penso que um jovem ou adulto consciente da sua responsabilidade não se prepara para receber um sacramento por motivos tão banais.
Uma coisa é certa: tudo tem suas exigências.
Como na vida em família existe amor, liberdade, mas também exigências, assim também acontece com o sacramento, que é dom, presente e sinal de Deus.
Queremos refletir um pouco sobre as exigências do sacramento da Crisma, ligadas à vivência comunitária.
DINÂMICA
1) Escrever, em vários cartões, palavras com funções diversas:
Ex.: Medicina, cartão de crédito, direitos humanos, jornalismo, família, natureza, casamento, comunidade, política, cinema, sacramentos, ser cristão(ã), música.

2) Sortear os cartões.
3) Cada participante, ou em duplas, deverão apresentar, por escrito, um número maior de exigências que a palavra recebida comporta.
4) Desenhar em forma de símbolo a maior exigência.
5) Apresentar ao grande grupo que, por sua vez, poderá completar com outras exigências não ditas.
FÉ: VIVIDA TESTEMUNHADA E
CELEBRADA EM COMUNIDADE
A fé cristã tem dupla dimensão: pessoal e comunitária.
Nosso Deus é um Deus comunitário: Deus Trindade.
Jesus criou uma comunidade de discípulos e com eles caminhou pelas estradas da Galiléia e da Judéia até a cruz. Estes discípulos comungaram sempre mais a vida, as propostas, o projeto de Jesus.
Duas exigências foram colocadas pelo mestre: Conversão e seguimento - “Convertam-se e acreditem na Boa Notícia” (Mc 1, 15).
“Eles deixaram imediatamente as redes e seguiram a Jesus” (Mt 4, 20).
Seguir a Jesus é juntar-se, fraternalmente, aos outros discípulos. Para isso, é preciso deixar as redes do egoísmo, do consumismo, da preguiça, do comodismo, para ir ao encontro das pessoas e suscitar “vida para todos”.
“Quem crê não pode deixar de testemunhar sua fé. Quem foi escolhido, recebe uma missão.
A missão fundamental é pregar o próprio Evangelho, anunciar Jesus, revelar o amor do Pai pela humanidade. Mas o próprio amor a Deus exige o amor fraterno, a comunhão e a participação.
E mais, o empenho na libertação de todas as escravidões que o nosso mundo moderno apresenta” (cf. Puebla 327; CR 66).
O sacramento da confirmação é o sacramento da militância. Militante é aquele que defende ativamente uma causa. A causa maior defendida pelos seguidores de Jesus deve ser a justiça. Esta era também a causa dos profetas na Antiga Aliança.
A crisma acentua o envio para a missão. Uma fé bem vivenciada concreta e comprometida reforça a tarefa missionária da Igreja.
MISSÃO DOS CRISMADOS
A missão não pode ser como uma lâmpada que ora se acende ora se apaga. Ela é um processo que a catequese precisa ir motivando desde os primeiros passos de cada cristão. Não existe missão para si próprio. Missão é algo que impulsiona a sair de si para o bem da comunidade.
Não importa se os interlocutores da Crisma são jovens ou adultos.
Importa, sim, que todos possam assumir uma fé como processo de crescimento e que esta se expresse num comprometimento com o vasto mundo e com a comunidade eclesial.
Alguns caminhos para serem assumidos pelos crismandos:
• Exercer serviços na liturgia, catequese, CEBs, pastoral da juventude, missionária, vocacional...
• Presença e testemunho nos ambientes onde se encontram, com vistas à mudanças para um mundo mais justo e fraterno: Nas escolas e universidades, no trabalho, na política, nas movimentos ecológicos, nas associações de bairro, no meio rural, no lazer, nas comissões de justiça e paz, nas reinvindicações ecológicas, de gênero, de categorias, nas lutas por melhorias de saúde, educação, saneamento, água...
• Diz a Evangelli Nuntiandi: “O campo próprio de cada cristão/ã é o vasto e complicado mundo da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos meios de comunicação e outras realidades como: a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e os sofrimentos” (cf. EN 70).
O documento CATEQUESE RENOVADA (n.º 26) aponta os principais compromissos de um cristão/ã. Vejamos:
• Compromisso na construção da história. Tendo fé no Deus da vida, acreditando numa efetiva organização para possibilitar maior dignidade a todos, suscitará esperança em construir um mundo diferente (CR 252-255).
• Compromisso com a família. A família é o berço de todos os valores. Ela permite a primeira experiência de comunhão na fé, no amor e no serviço ao próximo (CR 260-263).
• Compromisso com o trabalho. Construir a sociedade, sabendo que o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho (CR 264-265).
• Compromisso com a política. O cristão crismado não é um omisso diante dos problemas sociais e econômicos, mas é um concreto participante para se viver uma verdadeira democracia (CR 266-270).
• Compromisso frente à pobreza. O necessitado, excluído e oprimido merecem atenção especial. Descobrir formas para maior solidariedade (CR 271-273).
• Compromisso com o crescimento da justiça, da dignidade humana, do desenvolvimento integral e da paz, contra todas as formas que provocam a injustiça, a fome, a miséria, a escravidão das drogas, a ausência de paz... (CR 274-276).
• Compromisso frente ao pluralismo. Diante desta realidade, o maior compromisso é o diálogo. Somos chamados a termos atitudes de tolerância e responsabilidade.
• O cristão(ã), pelo sacramento da crisma é fortalecido(a) pelo dom do Espírito Santo para assumir com coerência sua fé e, portanto, a vida cristã.
O(A) Sacramento da Crisma é o que nos coloca num processo de maior maturidade e permite um testemunho feito de atitudes comprometedoras na vida, dentro da família e da comunidade.
O(A) cristão(ã) crismado(a) se torna responsável por uma Igreja viva e renovada e por um mundo mais justo e mais fraterno.
Ir. Marlene Bertoldi